Descrição Física do objeto (Descrição Intrínseca)
Transcrição do áudio:
Meu nome é Marcelo Cavalcante da Silveira e eu tenho muitas lembranças com a FABICO [Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação]. De muito tempo. É... tudo começou lá nos anos 1983, 84 quando eu cursei a disciplina de Paleografia aí no prédio da Jacinto Gomes. Posteriormente eu ingressei na Universidade como servidor e fui lotado num estúdio de TV aí da FABICO. Me formei em 1994 em Jornalismo e trabalhei no estúdio de TV até 1996, né... Em 2012 eu retorno a FABICO aí como aluno da Museologia. Eu prestei a seleção em Ingresso de Diplomado. Fui selecionado e fiz o curso em nove semestres me formando em 2016-1. Quando eu me formei eu logo em seguida prestei exame para o Mestrado em Patrimônio em Museologia da UNIRIO, na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. E vim para o Rio. E nesse período tive contato muito estreito com o Museu Nacional. Despendi diversas visitas, atividades, inclusive eu tinha acesso a áreas restritas, conheci muita gente que trabalhava lá. Pessoal muito legal, sempre fui muito bem aceito no Museu. E por ocasião dos duzentos anos que ocorreu em junho de 2018 eu fui convidado para participar de algumas atividades da Botânica como voluntário, nesse... dentro das atividades dos duzentos anos. Em função disso eu fui agraciado com uma medalha. Uma medalha de bronze dos duzentos anos do Museu. Esclarecendo essas medalhas foram produzidas pela Casa da Moeda do Brasil em conjunto com o Museu Nacional e elas eram em bronze, prata e ouro e tinham uma tiragem limitada. E elas em si eram entregues em uma solenidade no Museu Nacional, e para a solenidade para qual eu fui convidado. Chegando lá no Museu eu vi que tinha um pessoal da Casa da Moeda ainda vendendo algumas moedas. E eu disse: vou comprar uma para dar para o Curso de Museologia. Eu tenho boas lembranças do curso, professores maravilhosos e que eu queria nomeá-los todos, mas eu vou apenas nomear uma que é muito importante que é a professora Ana Maria Dalla Zen, que me ensinou muito sobre a Metodologia e sobre vida. E aí eu disse, vou dar essa medalha para o curso. Comprei a medalha fiz um termo de doação e tal e combinei que eu ia em agosto para Porto Alegre e combinei com o pessoal da Museologia que eu ia levar essa medalha. E no dia 15 de agosto de 2018 eu passei de manhã no Museu Nacional. Fui... dali fui para o aeroporto, para Porto Alegre, e naquela semana eu entreguei a medalhinha no curso, ali no anexo da FABICO. E tinha uma ideia, uma lembrança singela, tinha uma importância, duzentos anos do Museu e primeira instituição museológica do Brasil, nosso grande Museu, mas não tinha assim né... tinha uma importância, infelizmente dia 2 de setembro, aquele domingo fatídico, o Museu pega fogo e grande parte do seu acervo é queimado, vira cinzas e a medalhinha essa que está aí na FABICO ganha novas camadas de significação e valor, né... A tragédia traz essas coisas. E inclusive porque muitas medalhas se perderam no incêndio e também por tudo que está associado a isso. E a medalha, ela representa não a tragédia, mas ela representa que o Museu vive, que o Museu está vivo, e que tem muito ainda para contribuir para a ciência, para a Museologia no Brasil. E aí eu quis lembrar isso, embora tivesse “enes” outras lembranças, por causa dessas questões envolvidas e essa medalhinha tem um carinho especial, o meu, o meu carinho com o Curso de Museologia como a Museologia no Brasil, e eu espero que essa lembrança fique, perdure aí no nosso curso. Muito obrigado.