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Livro de Receitas da Exposição AGÔ – Presença Negra em Porto Alegre: uma trajetória de resistência
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Metadados
Título
Livro de Receitas da Exposição AGÔ - Presença Negra em Porto Alegre: uma trajetória de resistência
Número de registro
MSL4.5.57
Classificação
Não se aplica
Outros números
Sem informação
Data
2015
Dimensões
28,5 cm x 21 cm
Localização
LAPEM
Material/Técnica
Produtor/Autor
Procedência
Porto Alegre, RS, Brasil
Descrição Física do objeto (Descrição Intrínseca)
Caderno de capa dura, tanto a frontal quanto a capa de trás, em amarelo. Possui um adesivo customizado da Exposição AGÔ, grande, cobrindo quase toda a capa frontal, a espinha e a capa de trás, sendo suas dimensões (medir com fita métrica). O adesivo é um tom de amarelo mais claro e menos vibrante que o amarelo da capa original do caderno e levemente desbotado. Em cima no centro do adesivo, há a palavra: "Receitas", em letra cursiva na cor preta. Logo abaixo, se encontra o logo da Exposição AGÔ. Embaixo, no centro, há o seguinte texto, em letras cursivas, na cor preta: "Reza a lenda que não se conta o que põe na panela, mas aqui revelamos alguns segredos das delícias de Tia Lili. As folhas em branco deste caderno estão reservadas para os seus segredos culinários." Atrás, embaixo, no centro, há a seguinte frase, em letras cursivas, na cor preta: "Não se podia cozinhar de mau humor, pois quando a cozinheira ficava zangada, a comida queimava sem ela querer." No canto inferior à direita, a fonte da frase acima, em letras pretas: "História da Alimentação no Brasil (1967)." O caderno possui 90 folhas pautadas com margem de parágrafo, sendo as primeiras 16 folhas preenchidas à mão, em letra cursiva escrita com caneta azul, com as receitas da Tia Lili. O restante das folhas do caderno, foi reservado para os visitantes da exposição escreverem suas receitas, sendo preenchidas apenas 6 folhas.
Comentários/Dados Históricos (Descrição Extrínseca)
O livro de receitas foi exposto no núcleo "Cozinha" da exposição, um espaço dedicado para representar a hospitalidade, a influência da culinária da matriz africana para a gastronomia do Brasil e de sociabilidade. Para dar ênfase nessa mensagem, Tia Lili foi escolhida como personagem do núcleo, uma banqueteira/quituteira, que teve sua primeira carteirar assinada em 1939 e com sua arte, conseguiu fazer com que as três filhas se formassem em cursos superiores. Não letrada, Lili passava suas receitas através da oralidade, que depois foram escritas pela neta, em um livro de receitas. Além de representar as receitas de Tia Lili, o livro de receita exposto continha uma parte dedicada para as receitas dos próprios visitantes da exposição.
Estado de conservação
Bom
Condições de reprodução
Autorizada, desde que citada a fonte