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Cópia digital de painel 2 do Núcleo Triunfo de Akins da Exposição AGÔ – Presença Negra em Porto Alegre: uma trajetória de resistência
Reprodução digital de painel que compôs o Núcleo 3, criado para a Exposição "AGÔ - Presença Negra em Porto Alegre: uma trajetória de resistência". Em fundo branco envolto com formas que representam um tribal, semelhantes aos sinais do teclado do computador, de maior e menor [⋘⋙] espaçados com pontos na cor preta. Ao centro em fonte preta com apenas as iniciais em caixa alta "A origem do nome da Entidade tem duas versões: A primeira refere-se ao local da sua criação na rua Floresta, atual Av.Cristovão Colombo, esquina com a Rua Aurora, hoje Rua Barros Cassal. A segunda atribui-se ao fato de um escrivão de origem alemã, que registrou “Florrest Aurora” ao invés do nome original Flores da Aurora". No canto inferior direito encontra-se a logotipia escrita em caixa alta com a expressão "AGÔ", sendo A na cor vermelho, G na cor verde, O e acento circunflexo na cor amarelo mostarda, rodeada pelos ícones identificados como tambores e marcas de mãos, na cor preta, finalizando o painel. Há espaço em branco entre a margem superior e o centro do painel e do centro do painel até a margem inferior.
Plotagem para painel utilizado no espaço do Núcleo 1: Triunfo do Akins da Exposição "Agô". Neste é possível verificar através de seu texto a origem do nome Floresta Aurora possui duas versões: O local onde o grupo aguardava pelo réveillon era a confluência das ruas Floresta (atual Cristóvão Colombo) e Aurora (atual Barros Cassal) e teria sido a inspiração para o nome. Versão esta defendida por Oliveira Silveira. A outra versão seria o branqueamento do nome, segundo o juiz aposentado Luiz Francisco Correa Barbosa, o nome original seria "Flores de Aurora", entretanto, o oficial de registro do cartório era de origem alemã e teria pronunciado com seu sotaque germânico carregado "Florrest Aurora", dai surgindo Floresta Aurora.
Essa adremiação é considerada a sociedade negra mais antiga do Brasil, seu fundador foi o negro forro Plydorio Antonio de Oliveira. O principal objetivo da organização era zelar pela comunidade afro-gaúcha materialmente e socialmente, auxiliando, inclusive, na realização de enterros dignos para os negros da capital. Os fundadores eram operários e na sua maioria moradores da Colônia Africana, sendo que, as finalidades iniciais era prover auxilio para o funeral dos negros mortos e assistência a suas famílias, porém a organização extrapolou tais objetivos, entrando em campo a luta pelo direito à educação, que acabou por culminar na realização, articulada pela Floresta Aurora e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o 1° Congresso Nacional do Negro, em Porto Alegre de 1958, cujas atividades ocorreram na Câmara de Vereadores e Sede da Floresta Aurora, contando com representantes de outros estados, impulsionando uma pauta nacional de visibilização e acesso do negro a políticas públicas.
(Texto complementado pelo livro Projeto da Exposição)