A imagem impressa em papel couchê apresenta em seu segundo plano um gramado, de cor amarelada, ocupando toda a extensão da imagem do centro para baixo e em direção à margem direita e esquerda até os limites da parte de baixo da imagem. Na parte superior da fotografia, ao fundo do gramado apresenta-se as ruínas da igreja do Sítio de São Miguel Arcanjo. Na parte superior da fotografia é possível identificar um galho cruzando a imagem, terminando no formato da letra V. Do lado esquerdo da imagem, identifica- se um ramo de árvore com folhas verdes, algumas delas picotadas e outras inteiras. No seu centro nota-se uma mulher com traços indígenas, caminhando sobre o gramado, suas vestes são compostas por uma blusa verde, um manto nos tons vermelho e branco, sobre seus ombros e uma saia branca. É possível identificar a mulher segurando duas sacolas, uma em cada mão, nos tons de azul e um branco translúcido. No primeiro plano da imagem identifica-se uma intervenção sobreposta à fotografia. Trata-se de um pedaço de galho de árvore, que acompanha, na mesma direção, o mesmo formato e espessura do galho da fotografia, com um pedaço de papel pardo — preso a ele por dois fios finos de palha — com inscrições em tinta preta. No papel encontra-se redigido, manualmente , com letra script e tinta preta , um pequeno texto com o título "Lei 6.001, 19 de Dezembro de 1973". Abaixo do título segue a inscrição, " Art 1º Esta lei regula a situação jurídica dos índios ou silvícolas e das comunidades indígenas com o propósito de preservar a sua cultura e integrá-los, progressiva e harmoniosamente, à comunhão nacional."
A mostra expográfica “Essa terra AINDA tem dono” é um exercício acadêmico resultado de debates da disciplina de Teoria Museológica do curso de Museologia, convergidos ao olhar crítico presente na visita
técnica às ruínas de São Miguel das Missões, em junho de 2018. A partir do contato com os discursos institucionalizados, propõem-se novas interpretações materializadas através de intervenções artísticas sobre o não-diálogo da presença Guarani nesse território. Quatro abordagens são problematizadas: Sítio
Arqueológico São Miguel Arcanjo (IPHAN), Museu das Missões (IBRAM), Ponto de Memória Missioneira e Secretaria de Cultura de São Miguel das Missões, através do espetáculo Som e Luz. Identificamos um discurso silenciado nesses espaços: o do povo Guarani.
Estado de conservação
Ótimo
Condições de reprodução
Autorizada, desde que citada a fonte.
Observações adicionais
As intervenções impressas se encontram no Laboratório de Pesquisa e Extensão Museológica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (LAPEM/UFRGS).