Comentários/Dados Históricos (Descrição Extrínseca)
De acordo com o IPHAN, o projeto da Igreja de São Miguel é atribuído ao arquiteto jesuíta Gian Battista Primoli, nascido em Milão e que chegou ao Brasil por volta de 1730. Francisco de Ribiera é também citado como possível autor ou colaborador na construção da igreja e José Grimau como autor do pórtico. Pressupõe-se que a construção teve início em 1735 e que tenha sido concluída entre 1744 e 1747. O projeto foi provavelmente inspirado na igreja central da Ordem dos Jesuítas, a Igreja de Gesú de Roma.
A mostra expográfica “Esta terra AINDA tem dono” é um exercício acadêmico resultado de debates da disciplina de Teoria Museológica do curso de Museologia, convergidos ao olhar crítico presente na visita técnica às ruínas de São Miguel das Missões, em junho de 2018. A partir do contato com os discursos institucionalizados, propôs novas interpretações materializadas através de intervenções artísticas sobre o não-diálogo da presença Guarani nesse território. Quatro abordagens foram problematizadas: Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo (IPHAN), Museu das Missões (IBRAM), Ponto de Memória Missioneira e Secretaria de Cultura de São Miguel das Missões, através do espetáculo Som e Luz. Identificou-se um discurso silenciado nesses espaços: o do povo Guarani.