Fotografia digital da arte de um dos totens presente na mostra expográfica "Esta terra AINDA tem dono". Em vertical, de plotagem em fundo branco e composto por um parágrafo e dez linhas, se apresenta o texto: "[...] o Museu das Missões ultrapassa os limites do sítio histórico tombado e integra-se à região dos Sete Povos das Missões, afirmando-se como um museu processo, como um, museu de território, composto de múltiplos 'núcleos'." retirado de MUSEU DAS MISSÕES, em cor preta. A intervenção é feita, pelos curadores, com uma caneta vermelha e amarela: a palavra "ultrapassa" é circulada e a palavra "como?" é escrita acima, ambas em amarelo; ""integra-se à região" é sublinhada e ao lado é escrito a frase "E quem se integra ao museu? GUARANIS? turistas? moradores? poder público?", na cor vermelha; "museu de território" é sublinhado e "Então a comunidade participa das decisões" é escrito embaixo, em vermelho. Por fim, a palavra "núcleos" é circulada e a frase "Por que aspas" escrita logo abaixo, ambas em cor amarela.
A mostra expográfica “Esta terra AINDA tem dono” é um exercício acadêmico resultado de debates da disciplina de Teoria Museológica do curso de Museologia, convergidos ao olhar crítico presente na visita técnica às ruínas de São Miguel das Missões, em junho de 2018. A partir do contato com os discursos institucionalizados, propôs novas interpretações materializadas através de intervenções artísticas sobre o não-diálogo da presença Guarani nesse território. Quatro abordagens foram problematizadas: Sítio Arqueológico São Miguel Arcanjo (IPHAN), Museu das Missões (IBRAM), Ponto de Memória Missioneira e Secretaria de Cultura de São Miguel das Missões, através do espetáculo Som e Luz. Identificou-se um discurso silenciado nesses espaços: o do povo Guarani.